Manchas

sardasBrancas, mais escuras, pequenas ou grandes. Sejam elas quais forem, as sempre incomodam. Em geral, elas começam a aparecer por volta dos 30 anos.

As chamadas pintinhas de sol, no termo médico conhecidas como melanoses solares, são pequenos pontos acastanhados escuros, frutos não só do hiperfuncionamento dos melanócitos, os quais passam a produzir mais melaninas, como também de uma hiperproliferação destas células. Elas são resultados das queimaduras solares, principalmente por conta da radiação UVB.

Também existem as “manchas de gravidez”, chamadas de melasma e originadas pelo aumento irregular da pigmentação da pele. Neste caso, a mancha é bem mais extensa, de tom acastanhado, que faz com que a pessoa a confunda com bronzeado.

Estas manchas escuras (que podem aparecer independente da gravidez e até mesmo em homens) podem ser combatidas com o laser não ablativo Nd:YAG Q-Switched® (ACROMA) que associa efeitos térmicos e de luz com pulsos de diferentes comprimentos de ondas (Nd:Y AG 1064 nm e KTP 532 nm): “Além de ser indicado especificamente para o melasma, o que otimiza os resultados, este laser é aprovado pelo FDA norte-americano, órgão equivalente à ANVISA aqui no Brasil”, explica a Dra Camila L. França Motta.

Segundo a dermatologista, o número de sessões para o melasma, por exemplo, varia de acordo com o tipo de pele da pessoa, o tamanho e tonalidade da mancha.

 

Prevenção

O primeiro passo para evitar as manchas é nunca dispensar os protetores solares. Cosméticos que tenham vitamina C, vitamina E, ácido kójico, ácido fítico, coffeberry, niacinamida, retinol palmitato, retinaldeído, arbutin também são ótimos aliados para prevenirem o seu aparecimento e também para atenuarem as que já estão estabelecidas. Porém, o ideal é sempre fazer um acompanhamento dermatológico para a escolha do melhor produto para seu caso.

Saiba como tratar

No caso das melanoses solares, a melhor técnica usada é a luz intensa pulsada. Geralmente, em caso iniciais, uma ou duas sessões já são suficientes, com resultados após sete dias.

No caso do melasma, o uso dos peelings superficiais e a luz intensa pulsada são as melhores opções, sempre complementados pelo uso diário e noturno de ácido retinóico.

Também pode ser usada a tecnologia de radiofrequência com microagulhamento que além das manchas pode combater outros sinais como linhas finas e cicatrizes de acne.

É importante lembrar que a manutenção é diária, com o uso de substâncias despigmentantes e de fotoprotetores, embora seja possível fazer uma manutenção trimestral com uma nova sessão do peeling, em casos mais intensos.

 Idade

O aparecimento de outros tipos de manchas pode ter relação com a idade. Veja:

35 anos: as sardas, que são comuns desde a infância, podem ficar mais em evidentes nessa fase da vida. Irritações causadas pelo mau uso de cosméticos (a exemplo de produtos vencidos ou não retirar a maquiagem antes de dormir) também passam a se manifestar.

50 anos: chamadas de leucodermias, as lesões esbranquiçadas tendem a aparecer nas pernas e braços. Não tem como fugir: o protetor solar é a única maneira de evitar problemas como esse.

Mais de 60 anos: se a mulher descuidou da cútis durante toda a vida, nessa idade, todos os problemas, como melasmas, serão muito presentes. Uso de antioxidantes orais potentes pode ser uma saída.

 

Como saber se minhas manchas são câncer de pele?

Os melanomas (câncer de pele) apresentam as seguintes características:

A –Assimetria: Uma metade não combina com a outra.
B – Bordas irregulares: As bordas são irregulares, desfocadas ou entalhadas.
C – Cor: A cor não é uniforme.
D – Diâmetro: Uma pinta com diâmetro maior do que meio centímetro, ou que esteja aumentando de tamanho, passa a ser suspeita e deve ser avaliada.
E – Elevação: pintas com elevações irregulares sobre a superfície da pele também são mais um indício.

Mas atenção! Apenas um médico dermatologista poderá fazer o diagnóstico! Em caso de dúvida consulte um profissional.

Como evitar

A exposição prolongada e repetida da pele ao sol causa o envelhecimento cutâneo além de predispor a pele ao surgimento do câncer. Tomando-se certos cuidados, os efeitos danosos do sol podem ser atenuados. Aprenda a seguir como proteger sua pele da radiação solar.

– use sempre um filtro solar com fator de proteção solar (FPS) igual ou superior a 15, aplicando-o generosamente pelo menos 20 minutos antes de se expor ao sol e sempre reaplicando-o após mergulhar ou transpiração excessiva.
– use chapéus e barracas grossas, que bloqueiem ao máximo a passagem do sol. Mesmo assim use o filtro solar pois parte da radiação ultravioleta reflete-se na areia atingindo a sua pele.
– evite o sol no período entre 10 e 15 horas.
– a grande maioria dos cânceres de pele localizam-se na face, proteja-a sempre. Não esqueça de proteger os lábios e orelhas, locais comumente afetados pela doença.
– procure um dermatologista se existem manchas na sua pele que estão se modificando, formam “cascas” na superfície, sangram com facilidade, feridas que não cicatrizam ou lesões de crescimento progressivo.
– faça uma visita anual ao dermatologista para avaliação de sua pele e tratamento de eventuais lesões pré-cancerosas.

O câncer

O câncer da pele é um tumor formado por células da pele que sofreram uma transformação e multiplicam-se de maneira desordenada e anormal dando origem a um novo tecido (neoplasia). Entre as causas que predispõem ao início desta transformação celular aparece como principal agente a exposição prolongada e repetida à radiação ultravioleta do sol.

O câncer da pele atinge principalmente as pessoas de pele branca, que se queimam com facilidade e nunca se bronzeiam ou se bronzeiam com dificuldade. Cerca de 90% das lesões localizam-se nas áreas da pele que ficam expostas ao sol, o que mostra a importância da exposição solar para o surgimento do tumor. A proteção solar é, portanto, a principal forma de prevenção da doença.

 

Fonte: dermatologia.net e Além da Beleza

 

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