Novo tratamento usa luz do sol contra o câncer de pele

Considerado um dos vilões do câncer de pele agora a luz do sol pode ajudar a prevenir e a tratar este tipo de lesão. De acordo com a dermatologista Camila L. França Motta, da Clínica Bellevie, de São José do Rio Preto – SP, o novo tratamento, chamado de “DayLight”, associa o medicamento aminolevulinato de metila com a luz solar: “Após a aplicação do produto o paciente deve ficar exposto ao sol ou áreas sombreadas (se necessário), durante duas horas, em temperaturas acima de 10°, exceto em dias de chuva”. Ainda de acordo com a médica, uma das vantagens do novo tratamento é a redução do tempo e número de sessões e maior conforto para o paciente “Antes, em vez da luz solar utilizávamos um laser, que é um tratamento eficaz e que até pode ser associado, mas em alguns casos pode ser demorado e de difícil utilização para áreas grandes do corpo”. Ainda de acordo com a médica, qualquer área do corpo pode ser tratada: “desde a pele fina da face, colo, mãos braços e até mesmo o couro cabeludo, que são áreas que costumam ser mais propensas ao desenvolvimento do câncer de pele devido à maior exposição solar”.

Outra vantagem do “DayLight” é que, além de tratar o câncer de pele, ele previne lesões pré-cancerígenas (queratose actínica) que costumam aparecer ao redor de uma lesão já removida cirurgicamente e também o carcinoma basocelular. “E mais: em alguns casos o tratamento pode promove resultados estéticos como a redução de manchas e pintas, uniformizando o tom de pele do paciente”.

A dermatologista explica também que o tratamento, que é uma terapia fotodinâmica, é feito da seguinte forma: primeiro a pele é preparada com o laser ou, se necessário, curetagem e microdermoabrasão. Em seguida é aplicado um filtro solar específico em todas as áreas expostas. Depois o aminolevulinato de metila é aplicado em toda a região a ser tratada. A pele exposta ao sol sofre uma reação fotoquímica (o fármaco ativado pela luz gera substâncias oxidantes capazes de induzir a morte celular) somente nas células cancerosas que receberam o creme, destruindo-as. “Outra vantagem: não é preciso aplicar anestesia pois não há bisturi nem cortes. E mais: não é preciso reservar uma margem de segurança de pele sadia, o que normalmente é feito na cirurgia tradicional”, complementa Camila.

Entre os cuidados que os pacientes submetidos ao tratamento devem ter, está a utilização de hidrante, todos os dias, por aproximadamente uma semana e continuar usando um filtro solar adequado para seu tipo de pele.

 

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