Posso fazer uma cirurgia plástica para emagrecer?

Ter um corpo bonito sem ter que se submeter a dietas restritivas e exercícios físicos cansativos é o sonho de muita gente. Mas será que a cirurgia plástica pode ser a solução para se livrar do excesso de peso?

O cirurgião plástico da Clínica Bellevie, de São José do Rio Preto/SP, Rodrigo Motta explica:

1 – É possível emagrecer com uma cirurgia plástica?

O emagrecimento é uma consequência natural de uma alimentação balanceada combinada com hábitos de vida saudáveis e prática regular de exercícios físicos. A cirurgia plástica não é um procedimento mágico, pois a existem as limitações do corpo e do próprio estado em que o paciente se encontra. Os resultados serão compatíveis com estas condições.

No entanto a cirurgia plástica e alguns procedimentos estéticos podem sim ajudar a obter bons resultados. No caso da lipoaspiração, por exemplo, é possível modelar áreas específicas do corpo, removendo o excesso de depósitos de gordura, mas atenção: a lipoaspiração não é um tratamento para a obesidade.

Além da cirurgia plástica e a da lipoaspiração, outros tratamentos com tecnologias de ultrassom, radiofrequência e laser podem ser usados para tratar acúmulos de gordura em várias partes do corpo como coxas, braços, pescoço, cintura, costas, joelho, peito, bochechas, queixo, pernas e tornozelos. Todos estes procedimentos podem melhorar os contornos do corpo e a sua proporção.

2 –  Como é feita a avaliação de um paciente com excesso de gordura que quer fazer um procedimento estético ou cirúrgico para melhorar o contorno do corpo?

O ideal é entender quais as intenções do paciente e analisar as melhores opções para cada um. Existem casos em que é necessária uma abdominoplastia. Em outros, uma lipoaspiração é mais indicada. Entretanto, em todos os casos o peso é um dos parâmetros a ser avaliado. Por exemplo: um paciente com sobrepeso, querendo fazer uma cirurgia múltipla ou não, precisa entender qual resultado poderá conseguir.

A negociação em relação à perda de peso é um acordo entre o profissional e o paciente e isso é feito após avaliação dos riscos e resultados. Para isso são feitos exames físicos, laboratoriais e cardiológicos. Com base nestes resultados planejamos o método mais indicado, com menores riscos e melhores resultados. Além disso, com a condição clínica do paciente avaliada é possível desmistificar resultados, fazendo com que ele tenha expectativas realistas.

 3 – Existem casos em que a pessoa precisa emagrecer naturalmente antes de passar por um procedimento estético para que ele dê bons resultados? Neste caso existe um IMC (índice de massa corporal) ideal?

Sim, há casos em que é feito um acompanhamento primário com nutricionista e educadores físicos, melhorando hábitos e condições físicas dos pacientes, mas não apenas baseado com o IMC (Índice de massa corporal). Esse índice é uma referência para classificação da quantidade de massa corpórea, para classificá-lo como magro, normal, sobrepeso e obeso. Assim como nem todo magro pode passar por uma cirurgia, nem todo obeso está impedido de fazê-la. Com relação à perda de peso antes da cirurgia, quanto melhor estiver o corpo da pessoa, melhor será o resultado e riscos de complicações serão menores, mas cada caso é um caso. Volto a lembrar: o ideal é avaliar as condições clínicas e entender a expectativa do paciente e fazê-lo entender as limitações dos procedimentos e resultados.

4 – Depois que a pessoa emagrece e passa pela cirurgia, qual é o próximo passo?

Na maioria dos casos em que há grande perda de peso, a pele que então estava esticada, fica flácida, como se estivesse “pendurada” no corpo. Nesse caso fazemos a retirada de pele e gordura da região tratadas. Sempre que possível as cicatrizes ficam escondidas embaixo de biquínis e lingeries. Cada região segue com suas técnicas cirúrgicas estabelecidas.

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