Cirurgião plástico ou artista plástico? E assim, sigo fazendo minha arte...

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Biografia

Rodrigo Motta, brasileiro, nascido em Ibitinga, interior de São Paulo, em 1975. Mudou-se para algumas cidades do Estado, mas aos 11 anos descobriu-se, em Araras, como apaixonado por artes plásticas. Iniciou curso de pintura à óleo e por esse período teve o primeiro contato com as telas. No colégio, sua paixão se dividia entre as aulas de ciências, biologia e de educação artística, motivos que o levaram a cursar medicina e desenvolver técnicas dentro de sua especialidade e das artes plásticas.

“-Descobrir como funciona nossos orgãos e sistemas e fazer os trabalhos de educação artística era incrível”.

Entrou em medicina aos 18 anos e desde o início já sabia qual especialidade iria seguir. A cirurgia plástica proporcionava unir a parte médica com a parte artística.

Cursou medicina na Faculdade de Medicina de Marília, interior de São Paulo, e após seguiu para cursar sua especialidade. Durante esse período pode atuar como médico de família e emergencista. Fez sua especialização de cirurgia geral em Catanduva e cirurgia plástica em São José do Rio Preto. Fez fellow em reconstrução mamária na capital e por esse período, utilizava o desenho como forma de estudo. Fez alguns trabalhos em tela com pintura em abstrato com tinta acrílica e texturas, apenas como hobby.

Casado, com 2 filhas e, juntamente com sua esposa, a dermatologista Camila Lopes França Motta, dirigem a Belledevi Plástica & Dermatologia em São José do Rio Preto e atuam em São Paulo, capital.

Em 2017, iniciou o desafio de retomar às suas pinturas para decorar seu novo consultório médico e, durante 2020, com a necessidade de manter as atividades manuais e como forma de meditação. Preparou a exposição “Pandemia”e segue com a arte plástica sua segunda ocupação.

Não possui uma única técnica de pintura.

“-Gosto de misturar técnicas para alcançar mais emoções”.

Exposição

Há muitas formas de se olhar para o amanhã. Algumas pessoas preferem buscar previsões, análises de risco, cálculos estatísticos. Desde períodos mais remotos, pensar sobre o futuro era sinônimo de preparar-se para o inesperado. O homem pré-histórico acreditava que desenhos nas paredes das cavernas teriam o poder de influenciar a realidade. Faraós do antigo Egito apoiavam-se no conhecimento excepcional dos sacerdotes para governarem. No século passado, escritores como Aldous Huxley e George Orwell criaram obras de ficção atemporais pelas reflexões sobre o impacto da evolução tecnológica na humanidade. Enfim, passado, presente e futuro sempre estiveram interligados, como uma ponte interminável.

Na história da arte, mestres como Vincent van Gogh, Paul Klee e Pablo Picasso provaram que talento, ousadia e criatividade são essenciais para desconstruir perspectivas canônicas e estabelecer novas tendências de pensamento. Na época, não foram compreendidos. Eram vanguardistas “avant la lêttre”. Na presente exposição, nove renomados artistas rio-pretenses − Cláudia Cabral, Germana Zanetti, Héstia Tenfuss, Newton Malvezzi, Regina Cheida, Rodrigo Motta, Sandra Antunes, Sérgio Renato Amadeu e Thadeu Guerra – buscaram inspiração no trabalho de grandes artistas do passado e do presente para nos apresentar uma série de releituras com roupagens particulares e originais, simbolizando, dessa maneira, o incrível poder transformador da arte.

Patrícia Reis Buzzini

Galeria de Telas

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Apresentação